Anvisa critica a fosfoetanolamina, a pílula que promete curar o câncer e será produzida em sp

Você sabia que o senado aprovou, em votação simbólica, o projeto de lei que que permite a fabricação, distribuição e o uso da fosfoetanolamina sintética, conhecida como “pílula do câncer”?

Desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP) para o tratamento de câncer, a substância é apontada como possível cura para diferentes tipos de tumores malignos.

E já na próxima semana o laboratório PDT Pharma, de Cravinhos (SP), pretende iniciar a sintetização do composto para os testes anunciados pelo governo de São Paulo.

Pesquisadores e representantes do laboratório se reuniram nesta terça-feira (22) para definir como vai ser feito o trabalho e o primeiro lote, de 35 kg, deve gerar cerca de 350 mil cápsulas.

Do laboratório, o composto será encaminhado para a Fundação para o Remédio Popular (Furp) de Américo Brasiliense, responsável por encapsular a substância, e em seguida para o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), que vai coordenar os testes em humanos.

Segundo a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, na primeira fase, serão avaliados 10 pacientes para determinar a segurança da dose que vem sendo utilizada na comunidade.

Após essa primeira etapa, caso o composto não apresente efeitos colaterais graves, a pesquisa prosseguirá com até mil pacientes.

Os críticos da fosfoetanolamina – que são muitos – criticam a aprovação pelo Senado e o início da produção.

Eles dizem que até agora ela não passou por esses testes em humanos e não tem eficácia comprovada, não é considerada um remédio.

Argumentam também que a fosfoetanolamina não tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e seus efeitos nos pacientes ainda são desconhecidos.

Os primeiros testes realizados com a substância não foram positivos.

Eles mostraram que o composto não é mais eficaz do que quimioterápicos em células isoladas e recomendaram testá-lo em seres vivos, de forma a avaliar sua integração com o organismo.

Mas o químico Gilberto Chierice, que desenvolveu a substância na USP, contestou a metodologia usada nesses testes.

E o chamou de “inadequado”. De acordo com o cientista, a fosfoetanolamina funciona como um marcador de células doentes.

“Tubo de ensaio não tem fígado, então foge totalmente do mecanismo da fosfoetanolamina. Ela tem que entrar no trato disgestivo, no sangue, e combinar-se com ácidos graxos para então caminhar para a célula”, explicou.

Ele tem certeza de que testes com a metodologia certa podem comprovar a eficácia da fosfoetanolamina.

“O correto seria pegar um animal, porque o metabolismo animal contribuiria tanto para o quimioterápico, que tem que ser comparado, como para a fosfoamina”, disse.

A Anvisa se pronunciou mais uma vez sobre a pílula após a aprovação do Senado.

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Em nota divulgada, a agência afirmou ver com preocupação a liberação de uma substância que não passou por testes que garantam sua segurança e eficácia “como é exigido pela Anvisa e por todas as agências reguladoras do mundo”.

A fosfoetanolamina é uma substância produzida pelo corpo humano e tem demonstrado ser antitumoral.

Ela estimula a apoptose, que seria uma “morte celular programada”, ou seja, impede que o câncer se espalhe e produz a morte de suas células.

A pesquisa sobre essa substância vem sendo realizada há 20 anos, com dissertações de mestrado mostrando resultados positivos na contenção e redução de tumores, através da utilização da droga em animais.

Mais de 800 pessoas se trataram com o remédio, tendo resultados positivos em seu tratamento.

Fonte:  curapelanatureza

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